Principales estilos de cervezas alemanas

Olá novamente, amigo beersapiens! No post anterior contamos um pouco sobre a história e tradição das cervejas alemãs (também conhecidas como Escola Alemã ou da Europa Central).

Hoje vamos investigar um pouco mais cada um dos seus estilos. É verdade que o mais característico de todos é o estilo lager. Tanto que para muitos é o único estilo “verdadeiro” de cerveja. Mas os alemães não vivem só de Lager... e essa região tem outras elaborações muito interessantes, que vão desde as também tradicionais cervejas de trigo até as cervejas típicas de cada região

Lagers: a cerveja nacional alemã

Por volta do ano 1600, surgiu em Munique um novo estilo de cerveja que era fabricada apenas nos meses de inverno: as Lagers. É o estilo fundamental e mais numeroso dentro da Escola Alemã.

O que talvez os habitantes de Munique não imaginassem é que com o tempo esse estilo se espalharia pelo mundo. Os números são incríveis: 90% da cerveja atualmente consumida no planeta é Lager.

Las Lagers fermentam entre 6°C e 13°C, uma temperatura bastante fresca. A fermentação é lenta e não formam grandes ondas de espuma na superfície, mas sim que o fermento se deposita no fundo do tanque, razão pela qual as Lagers também são conhecidas como cervejas de baixa fermentação.

Durante este processo, as Lagers produzem menos subprodutos e sensorialmente têm sabores mais limpos. Isso as torna cervejas mais fáceis de beber (o famoso “drinkability” ou “drinkability”) e muito refrescantess. Mas essa "limpeza" não deve ser confundida com falta de complexidade. Existe Lager com infinitos aromas e sabores. Nos próximos posts vamos fazer uma seleção de Lager da nossa loja para que você possa descobrir diferentes possibilidades.

As cervejas de trigo: a deliciosa exceção

Embora a cevada seja o principal ingrediente da Escola Alemã de Cerveja, verifica-se que as cervejas feitas de trigo são muito mais do que uma exceção. Essas cervejas de trigo são divididas em vários sub-estilos:

  • A Weissbier ou Weizenbier: Esta cerveja leva o nome da tonalidade esbranquiçada fornecida pelo trigo: Weissbier ou cerveja branca.

Anedoticamente, é curioso saber que originalmente a produção dessas cervejas era limitada à nobreza bávara. Se você beber um Weissbeir lembre-se que alguns séculos atrás, isso era um verdadeiro privilégio real!

Se no rótulo dessas cervejas de trigo encontrarmos o termo Hefeweizen, estaremos lidando com uma cerveja de trigo não filtrada. A presença de fermento, além de um sabor característico, dará turbidez. Pelo contrário, se virmos Kristall, a cerveja será transparente ou cristalina. Para Dunkel, a tonalidade será cobre ou marrom.

  • A Berliner Weisse: a irmã berlinense da cerveja do sul da Alemanha, mas muito mais ácida e efervescente. Poderíamos dizer que ela é a irmã “estilosa”.

Essas nuances vêm de uma fermentação mista com Lactobacillus (microrganismos responsáveis ​​pela produção de ácido lático).

  • O Gose: e finalmente a terceira irmã, que é muito parecida com a Berlner Weisser, pois ambas usam trigo e Lactobacillus para acidificá-las. Embora suas origens possam ser encontradas no século XIII na cidade de Goslar, na Baixa Saxônia, sua popularidade máxima foi alcançada cerca de cinco séculos depois em Leipzig, onde ainda é produzida em escala muito pequena.

Cervejas alemãs: especialidades regionais

Já falamos muitas vezes sobre a famosa Lei Alemã da Pureza da Cerveja, promulgada em 1516. Esse regulamento limitou drasticamente o número de estilos e ingredientes utilizados pelos cervejeiros da região, fazendo com que especialidades como a cerveja fossem perdidas. Broyhan de Hannover ou o centeio Roggenbier de Regensburg

Mas alguns desses estilos, felizmente, estão sendo revividos por novos cervejeiros, como:

  • O Kölsch : foi a resposta dos cervejeiros de Colônia à chegada do Lager. Sua peculiaridade está no seu método de produção, pois é uma cerveja "híbrida" que combina o uso de levedura de alta fermentação com uma maturação a frio mais longa. a Como resultado temos um cerveja dourada levemente lupulada, servida em copos próprios de 20 cl.
  • A Altbier : A rivalidade entre Colônia e Düsseldorf tem seu equivalente na cerveja. Se a bebida mais representativa da primeira é a Kölsch, em Düsseldorf só se deve pedir uma Altbier. Esta cerveja nasce após um processo de alta fermentação com baixo teor de ésteres. Tem um sabor frutado generoso. É servido em copos cilíndricos muito característicos.
  • A Rauchbier: sua principal característica é o uso de malte que foi seco em fornos aquecidos com madeira de faia. Com esse processo, que nos leva de volta às próprias origens da fabricação de cerveja, o malte adquire um importante sabor e aroma defumado que transferirá para a bebida. Está intimamente ligado à cidade de Bamberg.

Como você pode ver, as cervejas alemãs vão muito além do estilo Lager. Na Espanha temos cervejarias magníficas que produzem cervejas desses estilos. Se quiser conhecer nossa seleção particular, não perca o próximo post. Oans, zwoa, g'suffa!

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